Chuva de Cicuta

February 1, 2011

Eu.

Filed under: Choque Anafilático

Eu sou aquele menino antipático, e sem dúvida inoportuno. De cara redonda e suja diante dos candeeiros da rua, ou diante de damas tão bem iluminadas. (As vezes de meninas que parecem levitar) Lance o insulto de sua cara redonda e suja! Sou aquele menino amargo e solitário de sempre. E que te lança o amargo insulto de sempre. E te avisa: _Se hipócritamente me fazes festa na cabeça, posso aproveitar do momento para te roubar a carteira. Sou o menino de sempre ante ao panorama de terror iminente. Lepra iminente. Pulgas iminentes… De ofensas e crimes iminentes. Sim, sou o menino repulsivo que improvisa uma cama numa caixa de papelão e espera, certo de que voce vai me acompanhar.

December 17, 2010

Impermaneça

Filed under: Morri?

Hoje eu adoraria te dar o nome que eu desejasse. E voce… que inventasse o meu!

Um novo. Um outro. Pós tudo; ante nada.

Foi quando eu, sem nenhum esforco, dei um terceiro avesso ao mundo.  

November 10, 2010

Grevílea

Filed under: Choque Anafilático

	
  (parte 1)  Eco que cala a alma e ressoa em cada coração oco. Oco. E quando passa: mata. Aos meus meus amigos e poetas de segunda ordem: voz. ——  (parte 2)  Irreconhecíveis no avesso Irremediáveis na loucura Imperdoáveis num poema Ignorado por você.  _Estanca o orgulho e vai.
 
(o que quiser para si, invada.) 

O caos é o guia.

Filed under: Choque Anafilático

O teto deste quarto se rompeu.

E os corpos que ali estavam se juntaram às escaras. E as sobras ao fracasso. O mais belo que se viu por estes dias. Como no prato que cuspo. Todas engrenagens emperraram com a nossa saliva.

Somos deuses cegos no deserto e o caos é o guia.

Tenho um coração costurado com arame farpado. Somos corações remendados com arame farpado. Tenho um coração embrulhado em arame farpado. Somos corações remendados com arame farpado.

É sexo, mofo e impune. E é seu.

April 12, 2010

Ah… é assim mesmo…

Filed under: Como dizer?

Chamou-me a atenção uma matéria relatando um incêndio e suas consequências trágicas em uma casa de espetáculos americana. “O público achou que as chamas eram parte do show e demorou a reagir”. Justo. Quem afinal seria dotado de tão refinada sintonia para antever os limites da pirotecnia, do entretenimento? Porém, me é impossível não pensar no entreTETAnimento como um todo, em grande parte dos programas da Tv, nos espetáculos caça-níqueis, em parcela da música pop, o futebol de segunda a segunda e todos aplaudindo a tragédia sem nos darmos conta.

“O público achou que a miséria era parte da vida e demorou a reagir”.

“O público achou que a violência era parte da vida e demorou a reagir”.

“O público achou que a ignorância era parte da vida e demorou a reagir”.

 Tenho a sensação que a impunidade assim se dá. Mesmo as pequenas do dia-a-dia. Como se acreditássemos que os nossos pré-conceitos, as nossas hipocrisias, não chamarão a atenção em meio ao turbilhão dos tempos. Se a barbárie vencer, talvez. Mas se ainda restar justiça sob as águas, impreterivelmente todas as bravatas terão suas máscaras a meio pau. Ou por outra: sempre chega o dia em que em meio as altas labaredas de um incêndio é possível entrever as chamas do inferno. Nunca é tarde demais para uma verdade – mesmo que mentira seja muitas vezes linda ou convincente.

March 5, 2010

Besteiras

Filed under: Morri?

Tunísia sempre me remeteu a um país que lembrasse a região da Índia, ou coisa parecida. Mas não… A Tunísia é uma país africano, pra minha ignorância. Norte africano, pra ser mais preciso. Grande coisa né? Afinal, quais são as chances de eu pisar na Tunísia um dia? Nenhuma. A grande probabilidade, neste caso, é que eles tambem se lixem para o que estou escrevendo agora. Se eles são 99% muçulmanos, devem estar cagando e andando aos nossos mais de 90% da população que acreditam em jesuis, aos nossos casos de dengue, ao nosso desempenho na próxima copa e por aí vai… _Invejável, não? Sou mais tunisiano que imaginava. Ou berbere. Ou tuaregue, quem sabe? Pensei nisso voltando do Mac. Sim, eu ganho do meu emprego alguns tíquetes que me permitem desfrutar de graça desse selo americano. E como vem de graça, eu uso. Uso e volto, sentindo um tijolo a ser digerido pelo meu estômago já fraco por tanto café, pela garganta fedida pela infecção, pela dor de cabeça que não sara. Olho na cara do cara que talvez eu conheça, mas que no fundo acho que ele só me achou esquisito. Já que é caminho, por que não ver o saldo da sua conta com aquele cheque que, com certeza, não caiu ainda? Por que, sem dúvida, você quer ver gente. Não se sentir só, mesmo que com o logo do Bradesco como companhia. E esse negócio funciona! Contas no vermelho são como energético para as idéias. Em especial as mais cretinas, as mais inviáveis… como algo que sare este mal-estar dos diabos. Um afago emocionante nas idéias, como um aleijado que vence todos os medos e receios para demonstrar carinho com o cotoco que lhe resta. Às vezes acho que deveria apenas escrever com recortes de uma revista, ou pincelar com a boca algum desenho imbecil pra ser mais sincero. Ou, ao menos, me fazer entender o quanto estou sendo. Mas quais são as chances de eu conseguir pisar neste terreno? Como a Tunísia, pode ser em outro lugar qualquer, menos onde imagino. E eu ando. E eu tropeço. Puta merda de calçada. Puta merda de lanche que não derrete. Puta merda! Abro o cadeado. Entro. Escovo os dentes como se fosse a última vez, e volto pra cama. Deitado as coisas se acalmam, ganham horizonte, se tornam mais palatáveis. Penso nas coisas que colocaria em minha mala se, quando o sol nascesse, eu partisse. E com esse mala cheia, em minha mente, eu durmo e parto. No geral, minha mente funciona assim, num labirinto sem saida. Um eterno emaranhado de coisas que se ligam a outras e não chegam num ponto final. Da Tunísia até meu colchão.

Besteiras

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Tunísia sempre me remeteu a um país que lembrasse a região da Índia, ou coisa parecida. Mas não… A Tunísia é uma país africano, pra minha ignorância. Norte africano, pra ser mais preciso. Grande coisa né? Afinal, quais são as chances de eu pisar na Tunísia um dia? Nenhuma. A grande probabilidade, neste caso, é que eles tambem se lixem para o que estou escrevendo agora. Se eles são 99% muçulmanos, devem estar cagando e andando aos nossos mais de 90% da população que acreditam em jesuis, aos nossos casos de dengue, ao nosso desempenho na próxima copa e por aí vai… _Invejável, não? Sou mais tunisiano que imaginava. Ou berbere. Ou tuaregue, quem sabe? Pensei nisso voltando do Mac. Sim, eu ganho do meu emprego alguns tíquetes que me permitem desfrutar de graça desse selo americano. E como vem de graça, eu uso. Uso e volto, sentindo um tijolo a ser digerido pelo meu estômago já fraco por tanto café, pela garganta fedida pela infecção, pela dor de cabeça que não sara. Olho na cara do cara que talvez eu conheça, mas que no fundo acho que ele só me achou esquisito. Já que é caminho, por que não ver o saldo da sua conta com aquele cheque que, com certeza, não caiu ainda? Por que, sem dúvida, você quer ver gente. Não se sentir só, mesmo que com o logo do Bradesco como companhia. E esse negócio funciona! Contas no vermelho são como energético para as idéias. Em especial as mais cretinas, as mais inviáveis… como algo que sare este mal-estar dos diabos. Um afago emocionante nas idéias, como um aleijado que vence todos os medos e receios para demonstrar carinho com o cotoco que lhe resta. Às vezes acho que deveria apenas escrever com recortes de uma revista, ou pincelar com a boca algum desenho imbecil pra ser mais sincero. Ou, ao menos, me fazer entender o quanto estou sendo. Mas quais são as chances de eu conseguir pisar neste terreno? Como a Tunísia, pode ser em outro lugar qualquer, menos onde imagino. E eu ando. E eu tropeço. Puta merda de calçada. Puta merda de lanche que não derrete. Puta merda! Abro o cadeado. Entro. Escovo os dentes como se fosse a última vez, e volto pra cama. Deitado as coisas se acalmam, ganham horizonte, se tornam mais palatáveis. Penso nas coisas que colocaria em minha mala se, quando o sol nascesse, eu partisse. E com esse mala cheia, em minha mente, eu durmo e parto. No geral, minha mente funciona assim, num labirinto sem saida. Um eterno emaranhado de coisas que se ligam a outras e não chegam num ponto final. Da Tunísia até meu colchão.

January 15, 2010

Poutz…

Filed under: Choque Anafilático

Crises de choro no trabalho ainda me chateiam… confesso.

Mas o gosto do café depois é sem igual…

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…não curto, mas as vezes jogo praga sim.

rsrs.

Filed under: Choque Anafilático

Sabe, andei pensando nestes dias se vale a pena viver certas coisas….

Será que ainda é interessante estranhar atos, notícias… gente.

Gente cansa.

Gente envelhece.

Gente aborrece.

Porém, longe de me tornar o mais novo genocida, percebo que a fome começa a me incomodar.

Bocejo preguiçosamente e, logo após, lambo-me deliciosamente…

_Whiscas?






















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